Limites da ciência

Os limites da ciência formam o nosso principal argumento. Eles compõem os contornos da ciência, a região delimitadora onde a ciência acaba e começa outra coisa. Podemos dizer que é um espaço multi-forme, multi-facetado e dinâmico, sem qualquer geometria ou topologia conhecida.

Residem nesta região por exemplo, os seguintes temas: certos aspectos da teoria da evolução de Darwin que tocam outros tantos religiosos; a atual dinâmica da própria ciência, que se confunde com aspectos políticos e sociais das nossas organizações; a interface entre ciência e tecnologia, que é uma fronteira bem conhecida e que parece se mover com velocidade crescente; as novas ciências ou campos diversos de estudo, que por vias as mais diversas passam, com o tempo e aos poucos, a fazer parte da ciência, digamos, oficial, como vem por exemplo acontecendo com a psicologia, a sociologia, a medicina em geral, o estudo das linguas e muitos outros.

Visitar esta super-superficie, como nos percursos que este site propõe, é contemplar a ciência de fora, através, é claro, de algumas janelas selecionadas. É como fazer ciência da ciência (um pouco de metafísica mesmo). Enfim, de qualquer maneira, e como dizia um caro professor, muitas vezes, adquirir novos conhecimentos é como comer mingau quente, se começa sempre pelas bordas.

A origem, os fundamentos e o futuro da ciência fazem também, é claro, parte dos seus limites, e serão visitados. O mingau é gostoso e faz bem.



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